Artista do corpo

Paula Mares

Multiartista independente — bailarina, palhaça, atriz, coreógrafa e figurinista

Eu gosto de uma boa história — e toda história fica boa se a gente souber contar direito.

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Sobre

Eu e quantas mais eu puder ser

Paula Mares dedica-se às artes do corpo. Excelente contadora de histórias, ela não joga nada fora: tudo se transforma em ferramenta para o palco. Do circo ao teatro, seu repertório transborda em dança, tecido, lira, contorcionismo, palhaçaria, teatro físico, máscaras e objetos. Para ela, o palco é o lugar do encontro.

Bailarina, palhaça, atriz e criadora. Intérprete, coreógrafa, diretora e dramaturga.

Da frente do palco aos bastidores, atua também como assistente de direção, figurinista, aderecista, produtora e contra-regra. Para ela, o palco é um território sagrado de aprendizado, e não desperdiça nenhuma oportunidade de ocupá-lo — trocando experiências com colegas veteranos ou mediando o primeiro contato de novos talentos como arte-educadora. A arte, para Paula, é esse estado de constante transformação.

A dança como fio condutor

Bailarina de formação, foi na dança que Paula encontrou sua porta de entrada para todas as artes que a habitam: através dela, o palco se revelou em sua totalidade. Dançando, entrou no universo do circo e ali fez morada — explorou as alturas no tecido e na lira, viveu o mistério como assistente de mágico e descobriu sua essência como palhaça.

Foi também o movimento que a levou ao audiovisual, coreografando, roteirizando e emprestando o corpo a filmes, novelas e publicidades. Pela dança, pisou no palco teatral pela primeira vez e de lá nunca mais saiu, aprofundando-se no teatro físico, nas máscaras e no teatro de objetos.

A pluralidade de estar em cena

Mais do que técnica, a dança lhe deu a disciplina do estudo e o rigor da dedicação. Acima de tudo, ensinou que a arte exige a coragem de se arriscar — é sob esse ritmo que Paula segue sua trilha, constantemente descobrindo e criando novas versões de si mesma.

Sempre há algo novo a aprender que pode transmutá-la em outra versão de si. Nas seções a seguir, conheça algumas das versões que ela já habitou.

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Versão 01

A Bailarina

Territórios e movimentos

Sua base técnica consolidou-se na Royal Academy of Dance, num mergulho no rigor do Ballet Clássico. Mas o corpo sempre buscou a pluralidade: em paralelo às sapatilhas, permitiu-se ser atravessada pelo Jazz Lírico, pela Dança Contemporânea, pelo mistério da Dança do Ventre e pela pulsação das Danças Populares Brasileiras.

Essa bagagem de movimentos foi seu passaporte para o mundo. Através de shows musicais de variedades, levou sua arte para além das fronteiras: percorreu os palcos da Espanha e Portugal em 2003, explorou as nuances da Itália e França em 2005 e, em 2007, desembarcou em Dubai.

Raízes e pesquisa em solo brasileiro

De volta ao Brasil, deu continuidade à trajetória ao lado de nomes como Charlie Linhares e João Piray. Desde 2010, encontrou na Cia Repentistas do Corpo um espaço de residência e efervescência criativa.

Numa jornada de mais de uma década, sua atuação transborda os limites da cena: apresentações e performances, mas também pesquisa e concepção de novos espetáculos. As aulas e workshops que ministra são extensões vitais desse trabalho, onde a pesquisa do corpo se transforma em ensinamento e troca constante.

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Versão 02

O Circo

O picadeiro: onde a dança ganha altura

Sua primeira experiência com o circo nasceu de um desafio: coreografar um número em tecido acrobático para um festival de dança. A partir dali, nunca mais deixou as alturas. A trajetória no universo circense começou nos bastidores, como produtora, evoluindo rapidamente para a coreografia de números de conjunto. No circo, vive-se uma dinâmica única: ensina-se o que se sabe enquanto se aprende o que é preciso — nessa troca, dominou a lira, viveu o encanto como assistente de mágico e, finalmente, descobriu-se palhaça.

O circo foi seu guia pelo Brasil: Alagoas, Recife, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e inúmeras cidades do interior de São Paulo. Colaborou com companhias como Circo Show, Circo Spacial, Circo Alegre, Circle e Taci Produções, além de projetos com o Sesc e diversas agências de eventos.

De um número a seis espetáculos

Em 2010, sua pesquisa solo ganhou corpo com o fomento do ProAC para a montagem de "Lá Silla". O que começou como um número desabrochou, em 2014, no espetáculo "Os Devaneios são Dela", sob direção de João Piray — obra em que as linguagens do circo, da dança e do teatro físico se encontraram em simbiose. Desse processo nasceram seis espetáculos que circularam por clubes, praças e unidades do Sesc.

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Versão 03

A Coreógrafa

A extrapolação do espaço cênico

Muito cedo, a dança a lançou no universo dos grandes eventos corporativos — um caminho que dialoga com sua natureza de extrapolar os limites do palco tradicional. Essas experiências lapidaram sua percepção espacial e a prepararam para a grandiosidade das ruas e do Sambódromo.

No Carnaval, mergulhou na magnitude das Escolas de Samba: deu vida às alas da Grande Rio, integrou carros coreografados na Gaviões da Fiel e na Portela, onde teve a honra de atuar na Comissão de Frente por três anos consecutivos. Essa expertise em performances de grande escala também a levou a assinar e participar de aberturas de eventos de visibilidade internacional, como a final da Libertadores e o Rio Open de Tênis. Não importa o tamanho da arena; o que pulsa é a capacidade de transformar grandes espaços em lugares de puro encantamento.

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Versão 04

O Teatro

O reencontro com o começo

O teatro chegou até ela com o rigor disciplinador da dança e a exigência física do circo. Mergulhar em seu estudo trouxe um sentimento de renovação absoluta: quanto mais se aprofundava, mais percebia a vastidão do que ainda tinha a aprender. Foi, em essência, um recomeço — um "partir do zero" que a oxigenou com novas ideias.

Nessa busca constante de curso em curso, encontrou o projeto pedagógico da Cia da Revista, marco que abriu as portas para integrar o Grupo XPTO. Ali, um novo universo se revelou através do teatro de animação: desde 2018, essa parceria rendeu uma pesquisa intensa, materializada em seis espetáculos e nove performances.

Da dramaturgia ao palco infantil

Expandindo sua atuação para a escrita, realizou a adaptação dramatúrgica de "Pupilas: De Quem é Esse Ovo?", projeto com sua assinatura e direção de Matheus Monteiro. Em 2025, passou a integrar a Cia Guarda-Chuva, participando do espetáculo infantil "Toda Mamãe é Noel". O teatro é esse eterno estado de aprendizado e descoberta, onde cada personagem permite ser outra e, ao mesmo tempo, mais ela mesma.

"Meu Corpo, Minha Embalagem" é peça itinerante, realizada em ruas, praças e áreas de convivência do Sesc e em linhas de metrô de São Paulo.

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Versão 05

Figurinos & Adereços

A matéria da cena

Sua faceta como figurinista nasceu de uma necessidade prática e poética: a de materializar seus próprios projetos. Com o tempo, essa habilidade transbordou e deu origem ao seu Ateliê, espaço dedicado a dar forma aos sonhos de colegas artistas em busca de auxílio para suas produções.

Ao todo, são 25 anos de experiência nesta área — duas décadas dedicadas às próprias criações, incluindo dois projetos premiados pelo ProAC e seis espetáculos, além da confecção de adereços e acessórios para incontáveis eventos. Nos últimos cinco anos, o Ateliê consolidou-se como centro de realização criativa para parceiros e companhias renomadas. Criar um figurino ou adereço é mais do que vestir um corpo: é construir a própria identidade da cena.

Projetos pessoais: a autonomia da criação

No universo criativo de Paula, a mão que escreve e o corpo que atua são os mesmos que costuram a cena. Seus projetos pessoais de contação de histórias e palhaçaria ganham vida através de figurinos concebidos e confeccionados integralmente por ela — texturas e cores pensadas para dialogar com o público e dar profundidade visual aos personagens que habita.

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Versão 06

Audiovisual

Foi o movimento que também levou Paula ao audiovisual, emprestando o corpo e a coreografia a produções para tela — de vídeos institucionais a novela, passando pelo vídeo-dança como território de experimentação.

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Pra me encontrar

O palco é o lugar do encontro

São Paulo/SP